Lucy Younger, uma jovem britânica de 24 anos, passou anos sofrendo de sintomas estranhos até ser diagnosticada com um tumor cerebral benigno. Entre as manifestações que a alertaram de que algo estava errado, Lucy experimentou alucinações sensoriais, como sentir o cheiro de bacon do nada, formigamento no rosto, gosto de metal e déjà-vus constantes. Inicialmente, esses sinais foram desconsiderados por médicos, que atribuíram os sintomas ao consumo excessivo de álcool e à ansiedade, devido à transição para a vida universitária.
Os primeiros sintomas surgiram em 2018, pouco antes de Lucy ingressar na faculdade. À medida que as alucinações visuais, como ver elefantes cor-de-rosa, começaram a piorar, os médicos continuaram a minimizar a gravidade do quadro. A jovem seguiu as recomendações médicas, reduzindo o consumo de álcool e tomando remédios para ansiedade, mas os sintomas não cessaram. Pelo contrário, ela passou a sofrer de fortes dores de cabeça e, com o tempo, apresentou dificuldade de concentração e frequentes distrações durante as aulas.
Mesmo após procurar diversas vezes auxílio médico, o diagnóstico correto foi postergado. Os profissionais de saúde atribuíram os sintomas a distúrbios hormonais, como a síndrome dos ovários policísticos, ou a crises de ansiedade. No entanto, a saúde de Lucy continuava a se deteriorar, com episódios de convulsões e desmaios.
Foi apenas em 2020, após a insistência de um farmacêutico local, que Lucy conseguiu ser encaminhada para uma tomografia, onde o tumor foi finalmente identificado. Quatro meses depois, ela passou por uma cirurgia para remover o tumor e, em 2021, conseguiu retornar à universidade para concluir seus estudos. Atualmente, Lucy vive com epilepsia e perda de memória de curto prazo, mas compartilha sua história para conscientizar sobre a importância de lutar por um diagnóstico precoce.
“Você conhece o seu próprio corpo. Se algo está errado, é preciso insistir”, afirma Lucy, incentivando outros a buscarem atendimento médico adequado.