Britânica Descobre Retorno de Câncer Confundido com Distensão Muscular

Holly Bedford, de 32 anos, foi diagnosticada com melanoma maligno em 2019, mas só em 2024 descobriu que o câncer havia retornado. O tumor foi inicialmente confundido com uma distensão muscular após múltiplas consultas médicas, permitindo sua progressão para o estágio quatro.

O melanoma maligno é um câncer de pele agressivo, que começa nas células produtoras de melanina. Holly notou uma pinta na testa aos 27 anos. Preocupada principalmente com a aparência, procurou um médico. Após a remoção da pinta, o diagnóstico foi confirmado. Apesar disso, o tecido ao redor estava saudável, e ela passou a realizar exames regulares.

Em 2020, Holly começou a sentir dores no peito. Um exame detectou aumento no timo, glândula localizada entre os pulmões, mas a situação não foi investigada. Após trabalhar na Austrália por um ano, ela voltou ao Reino Unido e começou a apresentar tosse persistente em março de 2024. Mesmo após consultas médicas, seus sintomas foram atribuídos a infecções virais e, mais tarde, a uma distensão muscular.

A persistência de Holly foi crucial. Ao relembrar os médicos sobre a inflamação no timo, foi encaminhada para uma tomografia computadorizada. O exame revelou o avanço do câncer, agora espalhado pelo pescoço, tórax e abdômen.

No estágio quatro, o melanoma é mais difícil de tratar e apresenta taxas de sobrevivência abaixo de 50%. Holly iniciou um tratamento com inibidores, que visam conter o crescimento do tumor até que a imunoterapia possa ser iniciada.

Nas redes sociais, Holly alerta sobre a importância de confiar no instinto e não ignorar sintomas. “Minha fadiga, dor e perda de apetite deveriam ter sido investigadas antes. É preciso insistir quando sabemos que algo não está certo,” afirmou.

Para ajudar no tratamento, sua irmã Nikki criou uma campanha no GoFundMe, arrecadando mais de 14 mil euros. A família também deposita esperança em uma vacina contra o câncer de pele em desenvolvimento, que promete reduzir em 50% os riscos de morte ou recidiva. Desenvolvida pelas farmacêuticas Moderna e MSD, a vacina utiliza a composição genética do tumor para personalizar o tratamento, oferecendo uma nova chance para pacientes como Holly.

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