O delegado responsável pelo caso trouxe informações sobre o falecimento de Deise Moura dos Anjos, encontrada sem vida dentro de sua cela no presídio feminino do Rio Grande do Sul.
Na última quinta-feira, 13 de fevereiro, foi divulgado que Deise, de 42 anos, foi encontrada morta na unidade prisional onde estava detida desde 5 de janeiro. Ela era acusada de envenenar a farinha utilizada no preparo de um bolo, que resultou na morte de três pessoas da mesma família. O crime aconteceu poucos dias antes do Natal e chocou a comunidade local.
Detalhes da Investigação
O chefe de Polícia, Fernando Sodré, confirmou o falecimento da detenta e revelou que o corpo apresentava sinais de enforcamento. Segundo ele, a principal suspeita é que Deise tenha utilizado suas próprias roupas para cometer o ato. Relatórios apontam que ela estava sozinha na cela no momento do ocorrido e foi encontrada durante a conferência matinal de rotina.
Mesmo com os esforços das autoridades para prestar socorro imediato, Deise já não apresentava sinais vitais quando foi localizada. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou que a causa da morte foi asfixia mecânica autoinfligida.
O Caso do Envenenamento
Deise estava sob investigação por diversos crimes relacionados ao envenenamento de pessoas. No caso específico do bolo, a sobremesa foi preparada por sua sogra, Zeli dos Anjos, que não sabia que a farinha havia sido adulterada com arsênio. Poucos momentos após a ingestão, as vítimas começaram a passar mal, levando três delas à morte.
Laudos médicos comprovaram a presença de arsênio na urina do marido e do filho de Deise, indicando possíveis tentativas de envenenamento anteriores. O relacionamento entre Deise e Diego Silva dos Anjos, filho de Zeli, era turbulento, marcado por brigas constantes ao longo de duas décadas.
Agora, com a morte da principal suspeita, as investigações continuam para determinar se Deise agiu sozinha e quantos crimes realmente cometeu. As autoridades seguem analisando os desdobramentos do caso para trazer esclarecimentos à família das vítimas e à sociedade.