O caso do desaparecimento e morte da menina Kemilly Hadassa Silva, de 4 anos, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (12). A mãe da criança, Suelen da Silva Roque, será investigada por abandono de incapaz.
De acordo com o delegado titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), Mauro César da Silva Junior, Suelen deixou Kemilly e seus dois irmãos, de 7 e 8 anos, sozinhos em casa na noite do crime, quando saiu para uma festa.
A mãe relatou à polícia que saiu por volta das 23h e retornou às 5h do dia seguinte, momento em que percebeu o desaparecimento da filha. Ela encontrou o portão de casa aberto ao chegar.
A investigação do caso apontou que Reynaldo Rocha Nascimento, de 22 anos, primo de segundo grau de Kemilly, é o principal suspeito do crime. Ele foi detido após ser agredido por vizinhos na comunidade Beira Rio, em Nova Iguaçu.
Reynaldo confessou à polícia ter estuprado e estrangulado a menina. Ele disse que agiu por impulso, após Kemilly chorar durante o abuso sexual.
O corpo da menina foi encontrado enterrado dentro de um saco de ração, em uma área de matagal na mesma comunidade.
A investigação do caso ainda está em andamento, mas o delegado Mauro César da Silva Junior afirmou que a mãe de Kemilly também será investigada por abandono de incapaz.
A vulnerabilidade das crianças
O caso de Kemilly Hadassa é um exemplo da vulnerabilidade das crianças quando deixadas desacompanhadas e expostas a perigos.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que, a cada ano, 2 milhões de crianças são vítimas de abuso sexual no mundo. No Brasil, a estimativa é de que 500 mil crianças sejam vítimas de violência sexual a cada ano.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é dever dos pais e responsáveis zelar pela segurança e proteção das crianças. Deixar uma criança sozinha em casa é uma forma de abandono de incapaz, que pode ser punida com prisão de 2 a 4 anos.