Desvendando a Ansiedade: Diferenças entre Crise de Ansiedade e Pânico e Estratégias de Tratamento

A confusão entre crise de ansiedade e transtorno do pânico é recorrente, uma vez que ambos compartilham sintomas agudos como taquicardia, suor, falta de ar e medo de perder o controle. Embora praticamente sinônimos, o psiquiatra e psicanalista Luiz Scocca ressalta que o transtorno do pânico possui características específicas, exigindo a ocorrência de ataques por no mínimo um mês, com preocupações persistentes e comportamentos de evitação.

Os fatores de risco associados aos transtornos de ansiedade envolvem predisposição biológica, psicológica e exposição a estressores. Indivíduos provenientes de famílias ansiosas enfrentam maior probabilidade de desenvolver esses transtornos, enquanto ambientes conturbados e experiências traumáticas também contribuem para o seu surgimento. Grupos específicos, como bancários e profissionais de emergência, apresentam maior prevalência.

A relação entre ansiedade, depressão e o uso de substâncias é complexa, com a depressão podendo surgir como consequência de longos períodos de ansiedade. O abuso de álcool, drogas e benzodiazepínicos pode intensificar os sintomas, enquanto a dependência dessas substâncias pode gerar ansiedade ainda maior. Drogas ilícitas, como maconha e cocaína, também podem desencadear quadros agudos de ansiedade semelhantes às crises de pânico.

A personalidade também desempenha um papel, onde traços como esquiva e busca por novidade podem fazer parte da natureza da pessoa. Transtornos de personalidade, embora compartilhem semelhanças com quadros ansiosos, não são tão graves. A personalidade, no entanto, não é estática, podendo ser modificada com o tempo e tratamento.

O diagnóstico da ansiedade é clínico, baseado na análise dos sintomas, uma vez que não existem exames específicos. O tratamento abrange diversas abordagens, desde psicoterapia, especialmente a cognitivo-comportamental, até terapias complementares, como mindfulness e exercícios de respiração. Medicamentos, como antidepressivos e ansiolíticos, são prescritos em casos mais graves.

Hábitos saudáveis, como atividade física regular e uma dieta equilibrada, são fundamentais para quem enfrenta a ansiedade. A prevenção dos transtornos ansiosos inclui práticas como uma dieta saudável, equilíbrio entre trabalho e descanso, controle do uso de eletrônicos e a atenção ao sono.

Aqueles que buscam ajudar alguém com ansiedade devem incentivar a procura por profissionais especializados, a adoção de hábitos saudáveis e oferecer apoio emocional. Em casos de crise de pânico, permanecer ao lado da pessoa, auxiliar na respiração e buscar ajuda médica são medidas recomendadas. Com tempo e tratamento adequado, os próprios pacientes aprendem a reconhecer e lidar com as crises de ansiedade.

Deixe um comentário