A doença de Crohn é uma condição inflamatória crônica que afeta o aparelho digestivo, causando sintomas como diarreia intensa, dor abdominal e perda de peso. Em casos mais graves, pode ser necessário recorrer a procedimentos cirúrgicos para remover partes do intestino comprometidas pela inflamação.
Causas e Fatores de Risco
Embora a causa exata da doença de Crohn não seja totalmente compreendida, acredita-se que fatores imunológicos, ambientais, infecciosos e genéticos possam estar envolvidos. O coloproctologista Luiz Bertoncello, do Vera Cruz Hospital, de Campinas (SP), destaca que o diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações.
A condição pode afetar homens e mulheres de maneira igual, sendo mais comum antes dos 30 anos, embora também possa surgir após os 60 anos.
Principais Sintomas
Os sintomas da doença de Crohn geralmente começam com desconfortos intestinais, como:
- Diarreia persistente, levando à perda de peso;
- Dores e cólicas abdominais;
- Presença de sangue nas fezes (em casos menos comuns).
Com o avanço da doença, podem surgir sintomas mais graves, incluindo:
- Anemia e desnutrição devido à má absorção de nutrientes;
- Cansaço excessivo;
- Náusea e perda de apetite;
- Lesões oculares, cutâneas e musculoesqueléticas;
- Formação de abcessos no intestino;
- Obstrução do cólon;
- Cálculos renais;
- Artrite e febre.
Diagnóstico da Doença de Crohn
O diagnóstico é realizado por meio de uma combinação de avaliação clínica e exames laboratoriais e de imagem, como exames de sangue, fezes, colonoscopia e endoscopia com biópsia. Segundo o Hospital Albert Einstein, trata-se de uma condição crônica, que pode acompanhar o paciente ao longo da vida.
Tratamento e Controle da Doença
Embora a doença de Crohn raramente tenha cura definitiva, o tratamento é essencial para manter a qualidade de vida e evitar complicações. A abordagem terapêutica inclui medicamentos para reduzir a inflamação e aliviar os sintomas, como imunossupressores e terapias biológicas.
O tratamento varia conforme a gravidade da doença. Nos casos mais graves, onde há a formação de abcessos ou obstruções intestinais, pode ser necessário realizar drenagem ou cirurgias para remover partes do intestino afetadas.
Infelizmente, devido à demora no diagnóstico em muitos casos, uma parcela significativa dos pacientes precisa passar por algum tipo de procedimento cirúrgico. O acompanhamento médico contínuo é fundamental para gerenciar a condição e minimizar os impactos na saúde.