Gisa Aparecida Giacomin, ex-prefeita de Catanduvas, em Santa Catarina, tornou-se o centro de uma polêmica ao ser acusada de furtar uma bolsa em um hotel de luxo em Fortaleza, Ceará. O incidente ocorreu em 12 de setembro, quando Gisa foi flagrada pelas câmeras de segurança do hotel pegando uma bolsa esquecida por outra hóspede na área de café da manhã.
A ex-prefeita, de 62 anos, foi vista retirando dinheiro da bolsa antes de levá-la para o seu quarto. O caso veio à tona quando a dona da bolsa, a fotógrafa Carolina Monteiro, percebeu o desaparecimento e acionou a equipe de segurança do hotel. Após a revisão das imagens, Gisa foi identificada como responsável pelo furto.
Figura conhecida na política catarinense, Gisa Giacomin é natural de Joaçaba e também se identifica como empresária, com envolvimento em duas empresas na cidade de Catanduvas, nos setores de transporte e comércio de madeira. Sua carreira política começou em 2000, quando foi eleita vereadora pelo PFL, partido que posteriormente se tornou o Democratas (DEM) e atualmente integra o União Brasil.
Gisa foi reeleita vereadora em 2004 e, em 2008, conquistou o cargo de prefeita de Catanduvas. Ela governou o município por dois mandatos consecutivos, sendo reeleita em 2012 pelo PSD. No entanto, sua tentativa de retornar ao cargo em 2020 não foi bem-sucedida, ficando em segundo lugar nas eleições com uma pequena diferença de 393 votos.
Após o incidente no hotel, Gisa já havia deixado o local, mas foi localizada em outro ponto de Fortaleza. Intimada pela Polícia Civil, ela compareceu à delegacia, devolveu os pertences da fotógrafa e foi formalmente indiciada pelo crime de furto.
O episódio lança uma sombra sobre a trajetória de Gisa Giacomin, tanto na política quanto no setor empresarial. Mesmo tendo devolvido os itens furtados, o caso pode prejudicar sua reputação pública e afetar sua imagem de maneira duradoura.