Após a trágica morte de Lívia Gabriele da Silva Matos, de 19 anos, durante um encontro com o jogador de futebol Dimas Cândido de Oliveira Filho, de 18 anos, do Corinthians, surgiram dúvidas sobre o rompimento do saco de Douglas, uma membrana localizada na parte inferior do abdômen, entre o útero e o reto. Ginecologistas responderam a essas dúvidas em meio ao destaque do caso nos meios de comunicação.
De acordo com especialistas, o rompimento do saco de Douglas é considerado incomum, mas pode ocorrer em situações específicas. O médico Eduardo Siqueira explicou que a laceração nessa área pode ser resultado de pouca lubrificação, ressecamento, intensidade na prática sexual ou uso inadequado de objetos.
Geralmente, mulheres que enfrentam essa lesão procuram atendimento médico, recebem suturas e conseguem retomar as atividades sexuais normalmente. A dra. Carolina Fernandes Giacometti, ginecologista afiliada a um hospital renomado de São Paulo, ressaltou que a ruptura do saco de Douglas é rara, mas pode estar associada a traumas.
Diversos fatores, como cirurgias na região, cicatrizes, menopausa, amamentação e distúrbios de coagulação, podem aumentar o risco desse tipo de lesão. A importância de buscar assistência médica diante de dor intensa ou sangramento durante as relações sexuais foi destacada pelos profissionais.
O laudo do caso de Lívia apontou uma “ruptura de fundo de saco de Douglas com extensão à parede vaginal esquerda”, e o advogado da família enfatizou a necessidade de aguardar os resultados do IML e dos exames toxicológicos para conclusões. A polícia está investigando o caso, enquanto o jogador alega não ter cometido crime, afirmando ter prestado socorro à vítima. A complexidade do ocorrido gera questionamentos sobre os detalhes do encontro e as circunstâncias da morte, ressaltando a importância de buscar cuidados médicos em casos de sintomas alarmantes durante as relações sexuais.