Quando o assunto é infarto, a dor no peito é o sintoma mais conhecido. No entanto, nem sempre ela se manifesta de maneira evidente. Em muitos casos, os sinais podem ser mais sutis e, por isso, passam despercebidos, especialmente em mulheres e idosos. Conhecer os sintomas menos tradicionais pode salvar vidas, pois aumenta a chance de diagnóstico precoce e intervenção médica a tempo.
O que é o infarto e como ele ocorre?
O infarto acontece quando o fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco é interrompido, geralmente devido à obstrução das artérias coronárias por placas de gordura ou coágulos. Sem oxigênio suficiente, o tecido cardíaco pode começar a morrer em questão de minutos. Identificar os sintomas rapidamente é essencial para evitar danos irreversíveis ao coração e outras complicações graves.
5 sinais de infarto que vão além da dor no peito
- Falta de ar
Também chamada de dispneia, a falta de ar pode indicar que o coração não está bombeando sangue de forma eficiente. Em alguns casos, ela vem acompanhada de tontura ou sensação de desmaio. Se esse sintoma surgir subitamente e sem explicação, é necessário buscar atendimento médico imediato. - Suores frios
Os suores frios são uma resposta do corpo ao estresse causado pelo infarto. Essa reação ocorre devido a alterações na pressão arterial e no sistema circulatório. Quando acompanhados de outros sinais, como fraqueza ou dor, devem ser considerados um alerta importante. - Náuseas e vômitos
Esses sintomas podem ser confundidos com problemas gastrointestinais, mas também são comuns em casos de infarto, especialmente em mulheres. É importante ficar atento caso estejam associados a outros sinais, como dor no peito ou falta de ar. - Dor irradiada
A dor de um infarto nem sempre se concentra no peito. Ela pode atingir o pescoço, mandíbula, costas, ombros ou braços, especialmente o esquerdo. Essa dor pode ser intermitente e variar de intensidade. - Palidez
A palidez é um sinal de que a circulação sanguínea não está adequada. Ela pode ocorrer devido ao estreitamento dos vasos sanguíneos em resposta ao estresse do corpo durante o infarto.
Fatores de risco e prevenção
Os principais fatores de risco para o infarto incluem hipertensão, colesterol alto, tabagismo, diabetes, obesidade, sedentarismo, estresse e histórico familiar de doenças cardíacas. O risco aumenta com a idade, especialmente após os 45 anos para homens e após os 50 anos ou a menopausa para mulheres.
Para prevenir o infarto, é essencial adotar hábitos saudáveis, como praticar atividades físicas regularmente, manter uma dieta equilibrada, controlar o peso, evitar o tabagismo e realizar exames médicos periódicos.
Reconhecer os sinais de alerta e agir rapidamente pode salvar vidas. Se houver suspeita de infarto, procure imediatamente ajuda médica, pois cada minuto conta.