O cigarro eletrônico, popularmente conhecido como vape, tem se tornado um dispositivo muito utilizado entre jovens, mesmo em países como o Brasil, onde sua venda é proibida. Apesar de ser visto por muitos como uma alternativa moderna ao cigarro tradicional, o vape representa um grande risco à saúde e pode ser ainda mais prejudicial e viciante que o cigarro comum.
Jordan Brielle, uma jovem de 32 anos dos Estados Unidos, viveu na pele as graves consequências do uso excessivo do vape. Fumante desde a adolescência, Jordan decidiu experimentar o cigarro eletrônico em 2021, e rapidamente se viu dependente do dispositivo. Segundo ela, o vício era tão intenso que chegou a gastar cerca de 500 dólares por semana, o equivalente a aproximadamente 2.772 reais, apenas para sustentar o hábito. “Eu usava o vape o tempo todo, até mesmo no chuveiro e na cama. O uso era totalmente descontrolado”, relatou.
No final de 2023, Jordan começou a apresentar sintomas preocupantes relacionados ao seu sistema respiratório, como tosse intensa e dificuldade para respirar. Após várias idas à emergência, os médicos não conseguiam identificar o problema e a mandavam de volta para casa. No entanto, sua condição piorou drasticamente. “Meu corpo começou a inchar, minha pele ficou cinza e eu estava completamente desorientada. Sentia dores terríveis a cada passo que dava”, disse ela.
Em maio de 2024, após seis meses de sintomas agravados, Jordan foi encontrada inconsciente por seu namorado e levada de urgência ao hospital. Lá, os médicos descobriram que seu pulmão esquerdo havia colapsado completamente, enquanto o direito estava parcialmente comprometido. Dois litros de líquido causados pelo uso do vape foram removidos de seus pulmões, e Jordan passou 11 dias em coma, quase perdendo a vida.
Após sua recuperação, Jordan decidiu alertar outros jovens sobre os perigos do cigarro eletrônico, encorajando-os a evitar o início do vício. “Não desejo a ninguém o que passei. Sou muito grata por estar viva”, afirmou.