Karen Kennerley, uma professora inglesa de 57 anos, teve sua vida transformada ao descobrir que estava com câncer de intestino em estágio avançado. O diagnóstico surgiu de forma inesperada, já que o único sintoma que ela apresentou foi um cansaço extremo. Inicialmente, Karen acreditou que a fadiga era apenas resultado da rotina exaustiva que enfrentava como mãe e professora, trabalhando em período integral e cuidando de dois filhos.
“Eu estava exausta devido ao meu trabalho em uma escola para alunos com necessidades especiais. Pensava que isso explicava o cansaço”, relatou Karen em entrevista ao jornal Daily Mail.
O Diagnóstico Surpreendente
Ao buscar ajuda médica, um exame de sangue inicial sugeriu que o cansaço poderia ser causado por uma deficiência de ferro. Contudo, um segundo médico, desconfiado, recomendou uma colonoscopia para investigar a possibilidade de um problema intestinal. O exame revelou, para surpresa de todos, a presença de um tumor no intestino de Karen.
Embora, inicialmente, os médicos tivessem descartado uma situação grave, uma biópsia realizada após a remoção do tumor indicou que ela estava com câncer de intestino em estágio três. “Fiquei devastada quando soube. Passamos de uma falsa tranquilidade para um grande medo e desespero”, contou Karen.
Tratamentos e Desafios
Karen passou por uma cirurgia complexa para remoção do tumor e parte do intestino grosso, seguida de um ciclo de quimioterapia. No entanto, em março de 2024, novos exames revelaram tumores de rápido crescimento em outros órgãos, incluindo ovários, fígado e parede abdominal. Apesar dos esforços médicos, os tumores não puderam ser completamente removidos.
Diante da falta de opções no Reino Unido, Karen e seu marido buscaram uma quimioterapia especializada na Alemanha, com um custo elevado de 30 mil libras (aproximadamente 221 mil reais). Após três rodadas de tratamento, os resultados iniciais mostraram uma redução significativa nos tumores. No entanto, Karen enfrenta desafios financeiros e emocionais, pois o tratamento e o auxílio-doença estão prestes a acabar.
“Estou sem dinheiro e a preocupação com o futuro é angustiante. Não sei o que farei depois do tratamento, mas ainda tenho esperança”, lamentou Karen.